
Busca do corpo perfeito e briga com a própria imagem: o conflito imposto pela baixa autoestima
Posta à prova todos os dias, mulheres sofrem com pressão forçada pela mídia, mercado e sociedade
Espelho, espelho meu, existe alguém mais crítico com a aparência do que nós mesmos? Sim, nesse exato momento, há pessoas questionando sua própria imagem, insatisfeitas com aquilo que são, sem poder olhar para o seu retrato com tranquilidade do que enxergam nele.
Nós estamos sempre falando sobre autoestima, autoconfiança, autoconhecimento e muitos outros “autos” que interferem diretamente na maneira como nos comportamos, agimos e pensamos no dia a dia. Entre livros, terapias, dicas e muita conversa sobre o tema, nós vamos trazer neste espaço um pouco mais de informação para você que busca ter mais autoestima, visto que ela pode se tornar uma característica fundamental para que tenhamos um bem-estar emocional melhor.
O psicólogo Fiore Guariento, de São Paulo, trabalha na área há quase 50 anos e é especialista em psicoterapia, explica que a autoestima é a capacidade que nós temos de valorizar, ou não, aquilo que nós somos, SE estamos satisfeitos com isso E SE confiamos no valor que temos. “Seria a avaliação que você faz de si próprio, das características individuais, sejam elas emocionais ou comportamentais”.
A autoestima feminina, principalmente, é posta à prova todos os dias. Essa é uma dificuldade de muitas mulheres e vemos isso na pressão sobre os corpos que a mídia e o mercado impõe, bem como nas atitudes de meninas para a construção de uma autoimagem saudável que muitas vezes requer esforço dobrado para se manter dentro do “padrão” desejado. Parte das mulheres que são felizes com a própria aparência é assustadoramente menor; a pesquisa “Dove: A Real Verdade Sobre Beleza” (2019) realizada em vários países pela multinacional cosmética apontou que só 4% das entrevistadas se consideram bonitas e apenas 11% se sentem confortáveis em se descreverem como “bonitas”. A pesquisa ainda revelou que 72% das garotas sentem uma imensa pressão estética para estar dentro do que é considerado “beleza” pela sociedade.
Ter problemas com a autoestima pode não parecer, mas é algo comum e afeta principalmente a geração Z - aqueles nascidos entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010, pois ouvimos mais sobre “quebrar padrões de beleza” e se aceitar do jeito que somos desde que os jovens entenderam que na internet e na mídia, no geral, existe um lugar de pertencimento e que precisávamos de histórias reais para nos sentir representados, de acordo com uma reportagem especial do UOL escrita pelo repórter Tiago Dias.
Segundo Guariento, não temos um padrão a ser alcançado porque isso é ditado pelas normas, cultura, situação geográfica e histórias de cada um. “A cor da pele, como sendo o padrão de beleza de uma pessoa afro é a cor da pele bonita, escura; de uma pessoa nórdica, da Europa, um padrão de beleza vai ser a pele clara, loira”. Ele também cita exemplo de regiões mais frias, como a Sibéria, onde as pessoas precisam acumular gordura nos corpos. Para ele, essa quebra do chamado “padrão de beleza da sociedade” tem se mostrado mais frequente, justamente por essa diferença de cultura e normas da sociedade.
Ainda em outra pesquisa, também realizada pela marca global de cosméticos “Dove” em 2019, 71% das mulheres acreditam que a mídia precisa se esforçar para retratar mulheres de diferentes tipos de beleza, mostrando maior diversidade de idades, raça, tamanho, entre outras características que valorizem a nossa diversidade. E elas estão certas por estarem cientes de que existem diferentes tipos de belezas, quanto mais o diferente for retratado, maior a chance de gerar identificação e, consequentemente, melhorar o bem-estar ao levar autoestima mais elevada para a vida das pessoas.
Alguém que compreende a importância da autoimagem positiva busca ter mais cuidado consigo mesmo e isso transparece para as pessoas que estão ao redor. Percebemos isso ao acompanhar celebridades e influencers nas redes sociais e nos compararmos ao que eles são. Sempre estamos em busca de uma referência, um espelho onde podemos nos ver refletidos e, se essas “referências” estão inseridas em um padrão social, tendemos a querer mudar algo em nós mesmos para alcançar o que achamos ideal.
Ao pesquisar sobre a influência das modelos e influenciadoras na autoestima de adolescentes, um psiquiatra do Maudsley Hospital, em Londres, constatou que a confiança das garotas entre 12 e 25 anos caía 80% após 60 minutos folheando revistas de moda. Nas redes sociais, podemos encontrar muitos influenciadores a favor de movimentos que apoiem a elevação da autoestima e auto aceitação.
O levantamento feito pelo “Ama-Te”, respondido por 171 pessoas, sendo 69,6% mulheres e 29,2% homens, no período de 21 a 25 de abril, mostrou que 60,2% dos entrevistados não estão satisfeitos com a própria aparência e 83,6% mudariam algo no corpo se pudessem. Em modo anônimo, elas compartilharam o que gostariam de mudar e, a maioria das respostas indica um desejo de mudanças no abdômen, na balança, ou no rosto, mostrando a vontade de realizar algum procedimento estético.
Homem também se preocupa com autoestima?
Tanto nesta pesquisa, quanto em páginas da internet, ao buscarmos sobre a autoestima masculina, podemos notar que a porcentagem de homens que respondem em relação ao assunto é bem menor. Quanto a isso, o psicólogo Fiore diz que os homens foram educados para serem fortes e “machos”. “Não podemos demonstrar fraqueza, é um processo cultural e eu diria que nem é psicológico, é antropológico”. Na opinião dele, o homem tem que ser forte e valente. “Isso é uma condição que existe no nosso inconsciente e, consequentemente, nós não mostramos aquilo que de fato estamos sentindo”.
Mulheres e homens vaidosos, com aparências surreais, são expostos por todo nosso alcance visual, na televisão, revistas e principalmente nas redes sociais. Mas como não deixar essas informações atingirem o nosso consciente (ou subconsciente)?
Como não desejar a beleza do outro e se aceitar do jeito que SE é? Na luta pela auto aceitação, em nada favorece vivermos rodeados por referências de beleza praticamente impossíveis de copiar. O mais importante ato de crescimento da autoestima é viver no agora. Não importa o que já foi feito ou o que irá acontecer, o que você pode fazer neste momento para ser mais confiante e se alegrar mais por seu próprio ser? Viver a atualidade é o melhor presente que você pode dar a si mesmo.
A autoestima é como uma flor que precisa ser regada. Depois que você começa a fornecer água, ela cresce e se espalha por toda a sua vida de forma positiva. Comece a alimentar esse cuidado de si e perceba como tudo fica mais simples e bonito. Ter uma imagem positiva de si mesmo não significa tornar-se perfeito. É reconhecer que existem características das quais se orgulha em todos os tipos de pessoa.


Pesquisa realizada no mês de abril de 2021
Pesquisa realizada no mês de abril de 2021
Qual o significado da beleza?
Há tempos que tento entender o que chamam de “padrão estético” de corpo ou beleza. Será mesmo que o peso chega a definir quem uma pessoa é? A pressão de sempre permanecer com a mesma aparência, não envelhecer, ser magro, ainda mais quando imposto pela popularização das redes sociais, que tem feito com que as pessoas busquem pelas edições de fotos e até mesmo o uso dos filtros que escondem pequenas características “imperfeitas” que não lhe agradem.
Mas uma coisa que me questiono é se isso realmente depende apenas da pessoa que se sente incomodada com ela mesma, ou se os comentários alheios têm um papel essencial para que alguém queira esconder um lado verdadeiro dela. Eu percebo que as coisas ficam ainda mais sérias quando, além de editar uma simples foto, a pessoa sente a necessidade de mudar algo no próprio corpo por meio de procedimentos estéticos. Eu não vejo problema em querer mudar, porém só vejo o lado bom disso quando você passa pela mudança por você mesmo, quando chega ao ponto de fazer qualquer coisa apenas por aprovação do outro, deixa de ser uma coisa saudável e acaba tornando-se mais um elemento tóxico a nossa mente.
Durante muito tempo, eu criei barreiras para o que eu postava na internet. Nada de corpo. Sempre tive receio de tirar fotos com o corpo inteiro pelo bullying que sofri, então mantive o foco apenas na parte que mais gosto: o meu rosto. E eu ainda escolhia o ângulo que favorecia menos a “cara de bolacha” ou que não parecesse um nariz tão largo e redondo.
Esteticamente, eu nunca tive vontade de mudar, mas eu “mudava” aquilo que as pessoas veriam nos posts que eu compartilhava. Sim, mudava entre aspas. Nunca entendi de edição de foto e nem tinha paciência de ficar horas mexendo em aplicativos e ferramentas. Então, a minha maneira de deixar uma foto “apresentável” a um público perfeccionista era sempre escolhendo “meu melhor lado”.
Com o tempo, eu comecei a acompanhar pessoas que lutavam por essa quebra do padrão de beleza e entendi que o problema não era eu. Foi um processo lento e demorado. E hoje, entendi ainda mais que qualquer mudança precisa ser bem-vinda para agradar somente a mim e a mais ninguém. O amor próprio sempre tem que vir em primeiro lugar. É claro que eu edito as fotos que escolho postar, mas nada de apagar imperfeições ou mexer demais, apenas arrumar iluminação e contraste da imagem já são suficientes para mim.
Se quiser mudar, mude por você e não para agradar alguém ou encaixar-se em um padrão que nem sequer existe. É isso mesmo, não existe um padrão. Cada um tem uma beleza própria e essa é a graça do mundo. Esse é o significado de beleza. Cada um gostar exatamente de como é. Amar-se não significar olhar no espelho e achar a imagem refletida por ele bonita todos os dias, mas é entender que mesmo nos dias ruins, você ainda pode olhar para os pontos positivos do que te faz ser uma pessoa incrível.
Modelo Plus Size conta como foi o processo de autoaceitação durante a adolescência
Larissa Look Dias, 21, cursa faculdade de Psicologia e atua como modelo Plus Size pela Agência Rock-MGT, em São Paulo. Nas redes sociais ela é @eularissalook e fala abertamente sobre os assuntos de corpo livre, amor, moda e beleza. Nesta entrevista para o “Ama-Te”, Larissa conta que já passou por muita coisa até chegar em um nível de amor próprio em que está hoje. Ela enfrentou um relacionamento abusivo, fora o bullying, o que a faz não se intitular como uma mulher que precisa ser forte o tempo inteiro. “Eu diria que foi quando eu quebrei a bolha do que eu vivia no ensino médio, consegui ir descobrindo a maravilhosidade que eu era”, brinca.
Para a modelo, amar-se e aceitar a si próprio, ou seja, olhar aquela imagem no espelho e gostar do que vemos não é um processo fácil. Muito mais do que isso, garante a jovem, é um ciclo contínuo que precisamos lidar durante toda a vida. “Quando percebemos o que nos faz mal, abaixa a autoestima, fica mais fácil buscar melhorias internas e libertar-se das pressões vividas diariamente na sociedade.”
Larissa também acrescenta que o trabalho dela se torna importante a partir do momento em que ela inspira as mulheres que a acompanham a encarar o mundo como ele é, “não fantasiar que o relacionamento delas com o próprio corpo é saudável o tempo inteiro, porque muitas vezes todas acabam sendo tóxicas consigo mesmas”, garante. Ela encara em seu papel como modelo uma forma de não deixar as mulheres caírem no conto de que isso ou aquilo vai melhorar 100%, afinal nada é tão fantástico assim. Larissa diz que tenta ajudar a trazer a realidade para vida das seguidoras com muito amor e afeto a fim de fazê-las se fortalecer contra tudo o que elas puderem vir a enfrentar na vida.
Quem é a Larissa? Pode contar um pouco da sua história?
A minha história teve muitos pontos bem difíceis, mas eu consegui ressignificar todos eles. Por exemplo, tive infelizmente o abandono de familiares, a perda de outros, passei por situações de bullying, que hoje em dia entendemos que é gordofobia – até por parte de professores, eu também já fui muito humilhada no ensino médio. Um exemplo dessa situação foi quando uma pessoa divulgou para a escola toda, por meio das redes sociais, a foto do meu corpo. Eu não estava nua nem nada do tipo, mas era uma situação de gordofobia porque a foto mostrava que a minha barriga marcava completamente no uniforme e eu virei chacota durante a semana. Tenho transtorno afetivo bipolar, fui diagnosticada aos 16 anos, mas os primeiros reflexos foram aos sete anos, ainda na infância, porque aconteceram uma sucessão de marcos muito importantes na minha vida, como a perda da minha avó aos 5 anos, do meu cachorro e prima aos 6 e o abandono do meu pai quando eu tinha 7 anos, e a partir disso, eu comecei a desenvolver reflexos desse transtorno juntamente com atitudes suicidas. Devo muito a minha mãe, que me ensinou sobre o amor, a fé, Deus e eu consegui cultivar muito de mim por causa disso. Acredito que se não fosse isso, eu não teria nem espaço para guardar coisas boas dentre tantas coisas ruins que já passei.
Qual a relação que você tem com o seu corpo?
A relação que eu tenho com o meu corpo é de muito amor, muita conturbação como em qualquer relacionamento, mas eu digo que hoje eu sou minha prioridade. Tem dias que não estou muito legal comigo, em outros estou extremamente apaixonada. Alguns momentos são muito bons, outros nem tanto, e eu digo que essa relação faz parte do processo de desconstrução, do processo de libertação, da luta anti-gordofobia, porque é nessa relação que eu me fortaleço para conseguir enfrentar um mundo tão preconceituoso, crio armas de defesa contra pessoas maldosas, situações chatas e coisas do tipo. Então, eu sou minha prioridade hoje porque eu já me quebrei muito achando que o mundo não ia ser tão cruel, que as pessoas não seriam tão maldosas, quando na verdade não podemos esperar muito do outro, temos que nos prevenir, remediar nunca dá certo.
O que é autoestima para você? E como você lidou com o processo de autoaceitação?
Autoestima para mim não é só relacionado a corpo ou aparência como todas as pessoas acreditam. Acredito que a autoestima tem muito mais a ver com os nossos processos internos do que propriamente dos externos e ela é um meio de defesa para pessoas gordas como eu, lembrando que sou uma mulher gorda, mas sou uma mulher branca e tenho muitos privilégios. Enfim, meu processo de autoaceitação não acaba, isso é uma grande diferença do que as pessoas acreditam. É um processo eterno. Então, eu diria que inclusive esse processo é muito mais beneficiado em pessoas que o contemplam dentro de uma terapia porque ali você consegue vislumbrar não somente as coisas boas em você, mas também as ruins, pegar seus traumas, ressignificar e conseguir construir quem você deseja ser.
Como foi para você tomar a decisão de se tornar modelo plus size? Quais preconceitos enfrentou?
Eu sempre fui muito (risos) sem vergonha para fazer foto, sempre amei fotografar, então eu sempre quis ser modelo. Como eu sempre fui gorda, na minha visão isso não existia, era um sonho utópico. E quando eu fui descoberta, há dois anos pelo dono da “Lambuzada”, uma marca de roupas Plus Size, eu fiquei extremamente feliz porque eu vi todo o meu sonho de criança se tornar realidade. Hoje eu entendo que essa decisão de ter topado esse trabalho foi o que mudou minha vida, a minha percepção comigo mesma, ressignificar muita coisa do meu passado, como gordofobia, bullying, frases como “não, você não vai dar certo nunca” ou “você nunca foi bonita o suficiente” e coisas do tipo. Os preconceitos que eu enfrentei e ainda enfrento seriam mais voltados a que eu não era capaz, que não ia dar certo, que é um sonho inalcançável pensar que um dia eu poderia ser reconhecida pelo Brasil todo ou mundo afora, se Deus quiser.
Quando você descobriu que era ma-ra-vi-lho-sa? Precisou crescer na carreira ou da aprovação das outras pessoas para se sentir assim?
Eu descobri que eu era maravilhosa (frase dita enfaticamente seguida de uma risada) quando eu tomei consciência de que eu estava dentro de uma bolha. Eu tenho para mim que o ensino médio, a escola em si, é uma bolha. Você acha que o mundo é aquilo, que as pessoas só pensam como aquelas pessoas que estão ali e, como eu vivia um inferno na minha vida escolar inteira, eu achava que o meu corpo não merecia amor, eu achava que eu não era bonita o suficiente porque eu nunca fui escolhida, eu achava 1001 coisas sobre mim baseado no que as pessoas me faziam acreditar. Mas depois que eu saí da escola e comecei a ter a percepção de quem eu era, sem deixar com que as pessoas palpitassem nisso, eu comecei a entender de fato quem era a Larissa, o amor que eu merecia de mim mesma, o amor que eu merecia dos outros, o que eu podia e o que eu não podia aceitar, o que eu podia viver, o que eu podia sonhar. Mas foi preciso quebrar essa bolha. E aí eu comecei a excluir do meu convívio pessoas que não me deixavam bem, a buscar entender um pouco mais de causas sociais e porquê que eu passei tudo aquilo na infância ou porque outras crianças passaram pelo que passaram ou que ainda passam.
Nós sabemos que muitas vezes a pressão para mudar quem somos vem de dentro de casa. Sua família lida de que forma com isso? Eles aceitaram quando você disse que se tornaria modelo?
Foi difícil. Digo isso porque, inclusive por entusiasmo da minha família, aos meus 15 ou 16 anos, eu emagreci em um único mês 12 kg por ter feito uma dieta maluca. Eu tinha na cabeça que precisava emagrecer para ser aceita, para ser amada, para ser bem-vista e muito disso veio da minha família. Eu sempre morei só com minha mãe, mas minha tia morava na casa de cima no mesmo terreno e é muito triste saber que a minha família contribuiu para que hoje eu tenha uma imunidade extremamente baixa, para que hoje eu tenha problemas alimentares por causa desse momento, para que hoje eu tenha que lidar com comida de uma forma muito gentil para não me causar gatilhos. Hoje em dia, eles não falam nada (pelo menos, não na minha frente) porque eu aprendi a me posicionar e a dizer que eu não quero ouvir, “não ligo para o que você pensa”, “eu não estou nem aí para o que você acha”, “você não paga minhas contas e, mesmo se pagar ou tiver pago alguma vez na vida, isso não dá direito de você me ofender simplesmente por ser quem sou”.
E como você lida com essa opinião familiar hoje em dia?
Provavelmente pensam da mesma forma como pensavam antigamente? Sim, mas não é uma coisa que eu me importe. Às vezes, tenho muitos gatilhos com isso, eu fico muito mal, me quebra, mas de qualquer forma eu consigo me impor e, quando não consigo me impor para a pessoa, consigo me impor para mim mesma, eu não vou aceitar que isso destrua a minha vida. E quando eu disse que eu seria modelo, que era a carreira que eu queria seguir, todos zombaram de mim. Eu diria que a minha mãe sempre foi a única pessoa que acreditou totalmente em mim, do começo ao fim. Ela dizia para eu não desistir, que eu ia dar certo, para eu orar muito, ela me ajudou quando eu precisei de algum apoio emocional, ela sempre me incentivou e ajudou a ir nos castings, ela foi sempre a única pessoa que esteve do meu lado e acreditou fielmente que daria certo.
Qual é o seu papel na conquista da autoestima das mulheres que acompanham sua carreira? Como gostaria de inspirá-las?
Eu diria que meu papel na conquista de autoestima das mulheres não se resume somente a autoestima, mas a fazê-las entender o quão importante é uma terapia, se autoconhecer, se amar, se respeitar, fazê-las entender que não há conquista rumo a alguma coisa, mas um relacionamento que você desenvolve com você mesmo que te dá frutos positivos em relação a tudo o que você quer ter frutos positivos. Então, eu diria que meu papel é influenciá-las a enxergar que não é só a autoestima que nos permite ser o que queremos ser, mas a construção de um relacionamento saudável com tudo o que somos, traumas, vivências, “defeitos”, qualidades, enfim é sabermos nos olhar com amor até mesmo para coisas em nós que nos incomodam.
Na sua opinião, o que faz uma mulher ser bela?
Eu diria que o que faz uma mulher ser bela é o que ela carrega no peito, o amor que ela tem para dar, não só para si, como para os outros. Eu acho que a beleza não é externa, nunca foi e nunca será, ela é muito mais sobre quem a pessoa é e o que ela está disposta a dar para o outro e esse outro não se performa somente a alguma pessoa, mas a natureza, ao mundo em si, ao espiritual.
Como qualquer modelo, você deve ter aprendido truques de styling e maquiagem para o dia a dia. Gostaria de dividir alguns deles com a gente? Como você valoriza seus pontos fortes?
Na maquiagem eu sempre faço o mínimo porque aprendi que menos é mais. Eu gosto de fortalecer os pontos que mais chamam atenção em mim que são os olhos, então tudo o que eu faço, além de um blush e um gloss na boca, é nos olhos – um delineador, um rímel, uma sombra. Eu também sou apaixonada em bochechas rosadas por isso que inclusive muitas pessoas falam que eu adoro blush chinelada porque eu realmente sou viciada em marcar bem as bochechas. Sobre styling, eu diria que um dos truques mais exatos é você aprender a vestir o seu corpo como ele é e não esperar que outras pessoas te digam o que fazer – muito pelo contrário, você não precisa ter um estilo que você não gosta só porque você acha que no seu corpo ele não se valoriza, você não precisa se inibir de vestir algo que você quer porque os outros vão comentar. Eu acho que o maior truque é saber e entender o seu corpo a fim de vesti-lo como você sempre quis.
Conta pra gente o que não pode faltar no seu guarda-roupa e no seu nécessaire?
O que não pode faltar no meu guarda roupa... eu diria que macacão. Eu acho que são peças muito versáteis, rápidas e confortáveis. Eu acho que se eu fosse resumir o meu estilo em uma única peça de roupa seria um macacão de tanto que eu uso. E, na minha nécessaire, eu diria que cuidados com a pele porque, muito mais importante do que a maquiagem, eu tenho um cuidado com a minha pele muito grande, é muito satisfatório para mim mesma vê-la bem cuidada, hidratada e protegida. Se for sobre maquiagem, não poderia faltar um produto 3 em 1: blush que serve como lip tint, mas também serve como sombra.
Larissa também acrescenta que o trabalho dela se torna importante a partir do momento em que ela inspira as mulheres que a acompanham a encarar o mundo como ele é, “não fantasiar que o relacionamento delas com o próprio corpo é saudável o tempo inteiro, porque muitas vezes todas acabam sendo tóxicas consigo mesmas”, garante. Ela encara em seu papel como modelo uma forma de não deixar as mulheres caírem no conto de que isso ou aquilo vai melhorar 100%, afinal nada é tão fantástico assim. Larissa diz que tenta ajudar a trazer a realidade para vida das seguidoras com muito amor e afeto a fim de fazê-las se fortalecer contra tudo o que elas puderem vir a enfrentar na vida.
A cura de uma doença autoimune
Raquel Carpenter (40) é fundadora da Comunidade Água Viva, cantora católica e terapeuta familiar sistêmica com mais de 15 anos de atuação. Formou-se na área por querer se aprofundar na história de vida das pessoas desde a gestação até a vida adulta, depois de toda a experiência passada com a cura do Lúpus. “Eu digo com muito aprendizado, tanto pessoal quanto profissional, que não existe nenhuma doença que esteja dissociada da história de vida da pessoa", conta.
Raquel é missionária há 26 anos, iniciou essa jornada aos 13 e conduz retiros, seminários e eventos terapêuticos em vários países do mundo. Além disso, ela é escritora e autora do livro ‘O poder do sangue de Jesus’, obra que narra a trajetória de fé dela ao ser curada pelo Lúpus. “Quando nós fizemos 25 anos de Comunidade, eu recebi a visita da Maristela da Editora Angelus, fazendo a proposta para escrever um livro como um testemunho do que eu passei. Até então, eu não pensava em ser escritora, mas eu já fazia uma live todas as noites rezando com milhares de pessoas e falar da devoção está muito forte em mim”. O lançamento aconteceu no dia primeiro de julho de 2020, que é o mês dedicado ao ‘precioso sangue de Cristo’.
Ao descobrir uma doença praticamente incurável, Raquel Carpenter Costa dos Santos manteve muito a confiança e fé em Deus. Pediu a Ele incessantemente que lhe trouxesse a cura de uma enfermidade, que poucos podem conhecer, mas que afeta todo o sistema do corpo humano podendo levar à morte. O lúpus, quando ocorre de forma sistêmica, acomete as células de proteção do corpo que adoecem e começam a agredi-lo, achando que o próprio corpo é estranho. O corpo também não reconhece aquelas células e começa a se agredir de volta, tornando uma guerra do corpo contra ele mesmo. Mas, mesmo enfrentando fortes consequências, Raquel não desistiu de buscar a melhor forma de ficar bem dentro do que era possível no contexto que ela estava vivendo.
Apesar de pouco conhecida, pode-se dizer que o lúpus é uma doença “silenciosa” pelo difícil diagnóstico porque ela tem muitas maneiras de se manifestar. E em cada pessoa pode se desenvolver de um jeito. Com Raquel, os problemas começaram no sistema digestivo com refluxos e dificuldades alimentares. Depois vieram as dores nas juntas e as dificuldades para movimentar os braços e as pernas precisando até do uso de uma cadeira de rodas em momentos mais críticos. Com tantos sintomas diferenciados, ela passou a investigar com vários médicos de especialidades diversas. “Até então todos os sintomas estavam dissociados de um único diagnóstico. Comecei a perder a visão de uma forma inexplicável. Perdi parte da audição também, e os eventos foram se tornando constantes, mas aparentemente nenhum ligado ao outro. E ninguém fazia essa associação”.
Certa vez, quando Raquel estava no hospital para as consultas investigatórias, sofreu um desmaio e foi levada às pressas para realizar exames cardiológicos porque, como ela havia perdido um irmão aos 19 anos por ataque fulminante, as preocupações se tornaram ainda maiores do que poderia acontecer. “Depois do diagnóstico certo de que era realmente lúpus em 2005, ainda foram dois anos nessa luta, passando por diversas consequências e dores que afetavam meu corpo todo”. Apesar de ter sido um baque forte para Raquel ao receber a notícia, ela ainda assim não desistiu. “Em nenhum momento, eu critiquei ou reclamei com Deus por nada. Apenas comecei a intensificar as minhas orações pedindo a Ele que me fizesse entender o que eu precisava com aquele sofrimento”.
O início do tratamento também foi muito difícil porque são várias medicações que o paciente de lúpus precisa tomar para, ao menos, diminuir todas as dores intensas sentidas pelo corpo todo. Chegou a tomar até 42 comprimidos por dia, inclusive morfina, apesar de que essas dores não cessavam completamente, apenas aliviavam um pouco da angústia. “A pior parte para mim foi a instabilidade, em que cada hora eu sentia um sintoma. Eu precisei me adaptar a isso e foi difícil viver momentos onde, por exemplo, eu estava dirigindo e, de repente, eu travei e não conseguia me movimentar mais no meio de um trânsito”.
De certa forma, isso afetou a autoestima dela, porque Raquel acabou se vendo dependente das pessoas que viviam ao redor dela para fazer coisas simples que ela passou a ter dificuldades, por exemplo, em escovar o cabelo ou os dentes, segurar um copo e abrir um botão. Apesar dela ter sido muito bem cuidada pela família, amigos e a comunidade onde atua como missionária, não queria que as pessoas fizessem tudo para ela, afinal, tinha uma vida e queria vivê-la intensamente sem se tornar um peso para os outros. “Você percebe o olhar das pessoas. Nem sei se posso chamar como um preconceito, mas é difícil as pessoas entenderem como que, de repente, está tudo bem e daqui a pouco não está mais”.
Em muitos momentos, quando saía com os amigos para se divertir, eles estavam conversando normalmente e, dali a algumas horas, ela já não conseguia mais se mover. Os membros travavam e as dores eram tão horríveis que ela chorava em desespero. Alguém tinha que carregá-la de volta para casa e colocá-la na cama. “Uma vez, eu estava em um retiro e, de repente, comecei a ter muita hemorragia e tive que me levar para o hospital com urgência”.
Com toda essa jornada entre as dores, foi depois de ver uma palestra com Dom Cipriano Chagas que Raquel conheceu mais sobre o que era o “sangue de Jesus” e o poder da cura. A partir disso, ela intensificou ainda mais a fé em Cristo. Ficou tão impressionada pelas palavras do monge que resolveu viver a experiência de clamar “o sangue” nas orações diárias que ela já fazia como uma maneira de buscar autoconhecimento em Deus e entender o porquê estava passando por tudo aquilo. Ao longo desse caminho, ganhou um livro de presente escrito por Dom Cipriano, chamado “Cura profunda, um manual” e, quando começou a ler os relatos de milagre ainda sobre o poder do sangue de Jesus, foi-se abrindo dentro dela uma esperança no sentido de que podia ser curada se acreditasse veementemente que isso aconteceria.
E, com essa fé de que Deus estava trabalhando na cura interior, ela passou por muitas ocasiões, mas uma delas, em específico, a marcou profundamente. “Foi em um dos meus momentos de oração, no oratório ao lado de minha cama, que eu vi o sangue de Jesus trabalhando desde a minha gestação e eu fui percebendo que, realmente, desde pequena, eu tinha muitas doenças que não eram muito explicadas. E, então, eu passei a mão na cruz e comecei a rezar muito”. A partir do instante em que ela abriu a Bíblia onde dizia as seguintes palavras: “por suas chagas somos curados" (Is 53,5), ela começou a visualizar como se estivesse sendo banhada por sangue e ela sabia que se tratava do “sangue de Jesus” que tanto havia clamado. Depois desse momento, Raquel acabou adormecendo ali mesmo onde estava e, quando acordou, percebeu em pequenos gestos, como andar e pedir comida, que estava de certa forma curada. Claro que ela precisaria consultar o médico para ter certeza, mas as dores que antes a incomodavam demais, haviam sumido por completo.
Depois de passar por essa oportunidade, que foi um marco muito importante na vida dela, passou pela médica que acompanhava o caso e constatou que de fato tinha vencido o lúpus. Estava curada e não havia ficado com nenhuma sequela, pelo menos até o momento, mas ela ainda tinha muito medo de ter uma recaída. “Eu fiquei muito tempo ainda me sentindo insegura de ficar sozinha, de dirigir, de estar na rua, de fazer uma viagem e essa insegurança foi o que mais me abalou”. Algo que ela foi superando aos longos dias quando viu que realmente não haveria mais crises de dor que a atrapalhariam de fazer as coisas de que mais gostava e que a tornariam independente de novo para fazer as atividades sem o auxílio da mãe, da irmã ou até mesmo dos amigos.
Depois de passar por toda essa jornada sem nunca ter perdido a fé de que tudo ficaria bem, ela recebeu o convite para contar a história em um livro. E, mesmo nunca pensando em ser escritora, acabou aceitando porque ouvir as histórias dos outros fez muita diferença. Ela queria que outras pessoas pudessem ter essa mesma experiência. “Eu acredito que um livro tem a possibilidade de trabalhar o coração de uma pessoa, de auxiliar no fortalecimento da fé para que ela se abra a Deus a agir na vida dela”.
No fim, ela precisava entender o que estava acontecendo dentro dela e, conforme Deus foi fazendo o processo interno de cura, ela conseguiu enxergar que nada na vida dela tinha sido em vão. Grandes lições podem ser tiradas até mesmo de momentos ruins. E foi por acreditar e confiar na fé, que ela viu o milagre acontecer na vida dela. “Eu sempre digo que quando a mente adoece o corpo padece, nós precisamos trabalhar muito a mente e fundamentar muito a nossa fé numa base sólida”. Depois disso, a autoestima só cresceu e ela viu que se amar passou a ser um processo bem mais fácil. Ao enfrentar a doença, ela valorizou a si mesma e viu que existem muito mais coisas que importam além da aparência, a nossa essência vale mais do que o espelho diz para nós.
Body Positive: como gostar da imagem que se vê no espelho?
O movimento “Body Positive” surgiu nos Estados Unidos, em 1967, em português com uma tradução livre pode-se chamar de “Corpo Positivo", que significa ter um olhar mais afetuoso para o próprio corpo e aceitá-lo do jeito que ele é. No Brasil, existe um movimento semelhante que se chama “Corpos Livres”, fundado pela ativista e escritora Alexandra Gurgel, que aborda a aceitação corporal para todos os corpos.
O “Body Positive” começou com uma campanha contra a discriminação pública de pessoas obesas e a luta pelos direitos delas. Mais tarde, ativistas começaram a exigir respeito também para aquelas com deficiências, cicatrizes e transgêneros. O resultado disso foi a ajuda dada para as mulheres, principalmente, que se comprometiam com dietas “milagrosas” para chegar no peso “ideal” e no padrão imposto pela sociedade.
Segundo a psicóloga Viviane Duran, o que provoca a autoestima baixa é valorizar o que é do outro, sempre se comparar ao outro e sempre achar que o que o outro faz é melhor. Ou seja, a pessoa está na academia todos os dias e ela acha que todo mundo lá tem um corpo perfeito, então ela vai fazer de tudo para chegar nisso. O movimento Body Positive mostra às mulheres que nada disso importa para conseguir gostar da imagem refletida pelo espelho.
Não é só a moda que muda com o passar dos tempos, mas o padrão de beleza também passa por modificações conforme as décadas se alteram. Cada período da história da humanidade guarda um padrão diferente, além do mais o historiador Fábio Gomes, de São Paulo, ressalta que a questão da pluralidade cultural é fundamental quando nós fazemos essa análise.
Nos dias atuais, os corpos extremamente magros são o que chamam a atenção nas praias, comerciais e nas redes sociais também, mas nem sempre foi assim, porque nós já passamos pelas mais diversas fases, desde o corpo mais gordo que hoje não é bem visto pela sociedade, até os seios mais avantajados. Em cada época, as culturas também influenciam nesse “padrão”. Em um país onde ser magro é bonito, em outro a beleza é ter o corpo mais gordo.
A cada dez anos, desde 1970, o padrão de corpos passa por alterações, sendo que em cada tempo passa-se a ter uma exigência de como as pessoas devem ser ou até mesmo vestir, apesar de não sofrerem grandes mudanças. Em 1980, a moda eram os homens super bombados; mulheres com roupa de ginástica e modelos extremamente magras em 1990; e o século 21 ainda está se desenvolvendo, mas os corpos bem definidos de academia estão sendo o padrão mais atual.
A beleza da mulher através
dos tempos
Autoestima além da imagem
do espelho
Falar sobre autoestima envolve muito mais pautas do que somente a imagem que as pessoas enxergam delas mesmas no espelho. Você já chegou a se perguntar por quê sempre estamos em busca de um “corpo perfeito”? E, para isso, muitas pessoas se submetem a procedimentos cirúrgicos para chegar em objetivos estéticos além do que é considerado normal.
E mais do que olhar apenas o exterior, o reflexo do espelho, as pessoas precisam dar atenção à saúde mental. Cuidar da mente para autoestima é tão importante quanto lidar com a saúde física. Afinal, doenças como bulimia e anorexia afetam em como o corpo é “mostrado” a cada um pelo cérebro. Aquilo em que as pessoas acreditam ser é como elas se enxergam, quando na realidade a imagem é muito diferente da expectativa.
E não é só o mundo feminino que têm problemas com autoestima, os homens passam tanto por isso quanto as mulheres, mas eles enfrentam isso muitas vezes em silêncio “por todo o histórico de que os homens precisam fortes, não devem chorar e precisam ser os ‘machos’”, explica o psicólogo Fiore Guariento.
Da África diretamente para
o Brasil
Angela Maria Lima Castro trabalha exclusivamente como estilista, customizando roupas no estilo da moda africana. Fez aulas de corte e costura para ganhar experiência na área e começou a confeccionar as próprias peças há 3 anos, quando passou a frequentar eventos do Moabi, movimento afro-brasileiro de Itaperuna, no Rio de Janeiro.
No podcast, Angela conta um pouco mais da história dela com a moda africana e todo o caminho que percorreu, enfrentando problemas que a fizeram pensar em desistir, mas ela se manteve forte e seguiu em frente na construção das roupas, buscando tecidos que vinham diretamente da África para que a produção ficasse mais autêntica. “Valorizar a cultura africana dentro da moda combate o preconceito, exclui alguns tabus de que existe uma moda padrão, de que a moda bonita é o cabelo liso, é a roupa da moda, é a cor da moda”, conta Angela.

A moda é para todos?

Como está seu amor próprio?
Segundo a psicóloga clínica Viviane Duran, formada desde 2004 e especialista em questões psicossomáticas das mulheres, a autoestima é construída por meio do que pensamos de nós mesmos, o que o outro pensa de nós e com o que nós acreditamos que o outro pensa sobre nós. Ou seja, a autoestima está mais ligada com a forma como enxergamos o mundo na mente do que propriamente com a imagem que o espelho mostra.
Será que a sua autoestima está boa, mediana ou baixa? Faça o teste para saber e lembre-se que, em qualquer problema, não deixe de buscar ajuda psicológica.
Sobre nós
O “Ama-Te” foi criado por um grupo de cinco amigas para o trabalho do sétimo semestre do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo. Estão juntas desde o primeiro ano da faculdade e cada uma possui características predominantes e distintas entre si, mas uma coisa elas têm em comum: todas já se depararam com problemas na autoestima e não gostaram do que viram quando olharam no espelho.
Dentre altos e baixos, o importante é que todas aprenderam a valorizar de alguma forma os pontos mais fortes pelo qual elas se caracterizam. Não existe “corpo perfeito”, existe corpo com o qual nós nos sentimos bem, ninguém nunca vai se encaixar em um único padrão de beleza porque cada pessoa tem um estereótipo específico. Somos todos diferentes e isso deveria ter mais valor do que se comparar a modelos “não reais” que aparecem na mídia, seja na televisão ou simplesmente nas redes sociais.
Além do mais, não adianta procurar por alguém que é capaz de mudar sua vida, porque a única pessoa que pode te mudar, é você mesmo. Se olhe no espelho e sinta o poder que você tem sobre seu próprio corpo. A escritora e poeta Rupi Kaur diz que a forma “como você ama a si mesma é como você ensina todo mundo a te amar”.


Andressa Schmidt (25)
Bruna Bastos (21)
Estudante de jornalismo e escritora. Aprendeu a gostar da própria imagem, com muito custo depois que começou a valorizar o que mais achava bonito em si mesma. Começou a acompanhar pessoas "reais" e isso ajudou para que ela visse que não precisava se encaixar em um único padrão. Hoje sabe lidar com os dias ruins com mais leveza.
Estudante de jornalismo, analista de comunicação interna. Por bastante tempo se sentiu insuficiente com seus 1,53m, mas aos poucos passou a entender que a pouca altura nada influenciava em sua essência e que essa era uma das características que a tornavam única como é.

Karina
Fonseca (24)

Letícia Paiva (21)
Formada em recursos humanos, estudante de jornalismo e produtora de rádio. Não se sentia satisfeita com o seu corpo, se preocupava com o que pensavam dela. Na adolescência era sempre taxada por ser “magrela demais com aparência doentia". Hoje tem se construído dia após dia. Agora entende o seu corpo, o ama e aceita do jeito que é.
Estudante de jornalismo e analista de mídias sociais. Quando criança e pré-adolescente odiava o próprio corpo por comentários alheios, mas hoje se olha no espelho e gosta do que vê. A partir de sua experiência, busca inspirar outras mulheres a se aceitarem e fugir dos padrões impostos.

Marina Guedes (20)
Estudante de jornalismo e redatora. Cresceu sendo chamada de magrela e muitas vezes usou duas calças para aparentar uma perna mais grossa. Atualmente, treina para alcançar objetivos estéticos, mas de forma saudável, sem pressão e autocrítica.
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